terça-feira, 11 de setembro de 2007

Quando NÃO, é NÃO!

Já repararam como no dia-a-dia sempre tem alguém achando que não quer dizer sim?


O moleque que vende balas no sinal oferece três saquinhos por um real:
- Não, obrigada!
- Ah, tia, compra aê.
- Não quero, obrigada!
- Ó, faço cinco saquinhos por um real, fechado?
- Não gosto dessa bala, obrigada!
- Pô, tia, mas leva pros seus filhos, sobrinhos...
- Não tenho filhos, moleque, e não sou sua tia!

Ainda tem aquelas pessoas que fingem não entender o que um sinal negativo com a cabeça quer dizer. Um (ótimo?!) exemplo são os entregadores de papel da rua. "Compro ouro" e "Dinheiro fácil" são os mais freqüentes, mas os dois que mais me irritam são os panfletos de anúncios de Sex Shop e de salões de beleza.
Sempre passo pela mesma esquina todos os dias de manhã para ir ao trabalho, como um ritual meio robô de quem ainda está com a marca do travesseiro no rosto. E todos os dias a mesma mulher que entrega o anúncio do salão tenta que eu pegue o papel. O problema é que eu já fui nesse salão e detestei. Então, não pego mesmo, não importa se ela está triste ou feliz. Eis que ela mudou de tática: agora ela simplesmente joga o papel em cima de mim! E eu continuo ignorando.

Mas o pior episódio foi do rapaz que entrega o papel do Sex Shop. Uma vez, sem me dar conta, eu peguei um e pronto! Agora ele acha que eu quero saber de todas as novidades da loja e insiste em querer me entregar todos os dias um anúncio. Assim que eu o vejo, já balanço a cabeça dizendo não, mas ele não se dá por vencido. Até que um dia, ele deixou a mão no meu caminho. Isso mesmo: ficou com o braço estendido para me dar o papel, sabendo que eu não ia pegar. Claro que aconteceu o pior e eu atropelei o braço dele com minha barriga, o que me deixou com a cabeça quente, dor por uma semana e ainda gerou uma discussão acalorada na rua. Nunca mais o vi.

Agora mudei de tática. Ando nas ruas do Centro sempre com as mãos ocupadas. De um lado, seguro a alça da bolsa e com a outra mão segura o casaco, um papel, um caderno, uma sacola, qualquer coisa que mostre que, tadinha de mim, eu não tenho como pegar o papel. Não espalhem, mas por enquanto tem funcionado.

5 Comments:

Mariana Paker said...

Ah...........
Você me fez lembrar que eu passo a mesma coisa todos os dias. Como trabalho na paulista (leia-se inferno das pessoas que dão papéis) eles disputam até o melhor ponto. Tem um cara que uma vez por eu NUNCA pegar o papel saiu andando atrás de mim quando viu que eu ia desviando dele. Aiiiiiiii, que m..... Assim como os outdoors, os entregadores de panfletos deveriam sumir das nossas vidas. Falei ó! Sem dó nem piedade! Tolerância ZERO!

Cacau Style said...

KKKKKKKKKKKKKKKKK Eu sou o contrario...vou pegando todos os papeis q me oferecem. Tadinhos, os caras precisam trabalhar! pego e jogo tudo fora no final do caminho. e jamais jogo fora na frente deles, neh? Beijos

Tiago said...

Hahahahaha...Adorei.

Eu ja encarno um personagem e sempre digo "não, obrigado" de forma simpática e jamais movo as mãos. Funciona comigo, mas esses entregadores são meio chatos mesmo.

Vanessa de Oliveira said...

GIRL!!!!!!!!
HOUVE O QUE EU TO TE DIZENDO GIRL: VC AINDA VAI SER DONA DE REVISTA...HEHEHEHEHE
TÁ MUITO BOM ISSO GURIA!!!!!

UM GRANDE BEIJÃO,
VANESSA...
:)

Vanessa de Oliveira said...

Ouve com "h", vê se pode...hahahaha
Bem coisa di eu mesmo...hehehe