quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Boa maneira de atrair o público

"No making of do comercial da Antarctica, cujo tema é consumo responsável, Juliana Paes, que vai estrear 'Os Produtores' no teatro, disse que quer pintar os cabelos de loiro, afinal está cansada de usar peruca nos ensaios." - Folha Online



Isso é sério? Já não basta colocarem uma morena jambo para representar uma sueca no musical, agora ela vai assumir a condição loira?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Quando NÃO, é NÃO!

Já repararam como no dia-a-dia sempre tem alguém achando que não quer dizer sim?


O moleque que vende balas no sinal oferece três saquinhos por um real:
- Não, obrigada!
- Ah, tia, compra aê.
- Não quero, obrigada!
- Ó, faço cinco saquinhos por um real, fechado?
- Não gosto dessa bala, obrigada!
- Pô, tia, mas leva pros seus filhos, sobrinhos...
- Não tenho filhos, moleque, e não sou sua tia!

Ainda tem aquelas pessoas que fingem não entender o que um sinal negativo com a cabeça quer dizer. Um (ótimo?!) exemplo são os entregadores de papel da rua. "Compro ouro" e "Dinheiro fácil" são os mais freqüentes, mas os dois que mais me irritam são os panfletos de anúncios de Sex Shop e de salões de beleza.
Sempre passo pela mesma esquina todos os dias de manhã para ir ao trabalho, como um ritual meio robô de quem ainda está com a marca do travesseiro no rosto. E todos os dias a mesma mulher que entrega o anúncio do salão tenta que eu pegue o papel. O problema é que eu já fui nesse salão e detestei. Então, não pego mesmo, não importa se ela está triste ou feliz. Eis que ela mudou de tática: agora ela simplesmente joga o papel em cima de mim! E eu continuo ignorando.

Mas o pior episódio foi do rapaz que entrega o papel do Sex Shop. Uma vez, sem me dar conta, eu peguei um e pronto! Agora ele acha que eu quero saber de todas as novidades da loja e insiste em querer me entregar todos os dias um anúncio. Assim que eu o vejo, já balanço a cabeça dizendo não, mas ele não se dá por vencido. Até que um dia, ele deixou a mão no meu caminho. Isso mesmo: ficou com o braço estendido para me dar o papel, sabendo que eu não ia pegar. Claro que aconteceu o pior e eu atropelei o braço dele com minha barriga, o que me deixou com a cabeça quente, dor por uma semana e ainda gerou uma discussão acalorada na rua. Nunca mais o vi.

Agora mudei de tática. Ando nas ruas do Centro sempre com as mãos ocupadas. De um lado, seguro a alça da bolsa e com a outra mão segura o casaco, um papel, um caderno, uma sacola, qualquer coisa que mostre que, tadinha de mim, eu não tenho como pegar o papel. Não espalhem, mas por enquanto tem funcionado.

domingo, 9 de setembro de 2007

Metrô carioca em domingo de sol

Fico impressionada com a falta de educação das pessoas. É sério. Por mais que uma pessoa não tenha tido oportunidade de estudar, ler livros ou ter acesso a um planejamento familiar, não é possível que ela não tenha noções básicas de educação e respeito ao próximo.

Chego à conclusão de que o barato é exatamente "transgredir": irritar o outro. Saber que está sendo negligente, mas que aquela atitude não é crime, ou seja, ninguém pode reclamar. Na maioria das vezes, eu não reclamo, confesso. Primeiro: odeio barraco em público. Segundo: normalmente estou com pressa. Terceiro: sei que não vai adiantar nada.Sol, praia e metrô lotado na volta. Inevitável.

Mas hoje a situação beirou o absurdo. Já começou dentro do ônibus que faz a integração até a estação. Um grupo de jovens de menos de 18 anos entrou, foi pro fundão e começou a zona. Gritos, xingamentos, músicas com palavrões, batidas fortes nos vidros.

Quando chegamos ao metrô, achei que estava livre: fiquei bem longe dos vândalos-mirins. Ledo engano. Em meia hora de viagem teve mãe batendo em criança de colo, garoto (que, claro, estava em grupo) arrotando por duas vezes, menino esfregando o cabelo com areia no banco do vagão bem na minha frente, casal se atracando no canto perto da porta, pai e filho batucando enquanto cantavam um funk qualquer e... mãe catando piolho da filha!

Nojo! Uma festival escatologia e falta de compostura. E sobre essas e outras coisas do cotidiano que vou falar aqui no blog a partir de hoje. Desde comentários indecorosos expostos na mídia até o dia-a-dia de acontecimentos estranhos e pessoas bizarras.